Notícia de Carros

Matéria Especial

Veículos recebem selo de economia do Inmetro

12/03/2013
Objetivo é informar consumidor sobre o gasto do carro com combustível

Da Redação/ Imagem: Divulgação 

  Depois dos brinquedos e eletrodomésticos, os veículos passaram a receber um selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) que indica quanto ao consumo de combustíveis. A medida tem o objetivo de informar antecipadamente o consumidor sobre o gasto do modelo com combustível.  

 Para avaliar se um carro é econômico, o selo considera a categoria (subcompacto, compacto, médio ou grande), e classifica a eficiência do consumo em relação ao tamanho do veículo. Por meio das letras que vão de "A" a "E", o consumidor vai saber já na concessionária quantos quilômetros o carro faz com um litro de gasolina ou etanol, seja na cidade ou na rodovia. Os carros com menor consumo energéticos serão classificados na categoria “A”, já os com maior consumo serão classificados como “E”. 

A partir deste ano, as montadoras são obrigadas a colocar em todos os carros que saírem das fábricas o selo que mede o consumo do combustível. A economia entre veículos de modelos diferentes da mesma marca, ou de fabricantes diferentes com o mesmo motor, pode girar em R$ 1.600 por ano em combustível, de acordo com o Inmetro. Em cinco anos, isso representaria cerca 40% do valor de um veículo popular avaliado em R$ 20 mil, por exemplo.   

Além de fazer economia, com o selo do Inmetro nos carros, o motorista pode procurar os órgãos de defesa do consumidor caso o veículo não tenha o mesmo desempenho certificado pelo instituto. Os fabricantes não são obrigados a participar do programa, mas, se quiserem conquistar um selo do Inmetro, pelo menos metade da frota tem de passar por testes.   

A identificação do Inmetro acontece desde 2008, mas ganhou forças em 2013. Hoje, das 46 marcas presentes no Brasil, 27 fabricantes usam a etiqueta. Em 2008, quando foi lançada, eram apenas cinco. A concorrência estimula o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de carros cada vez mais ecológicos e econômicos.   

  Peças de reposição também terão de possuir selo do Inmetro 

 Segundo uma portaria publicada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial), a partir deste ano, a fabricação e a importação de algumas peças de reposição terá que ser certificadas pelo órgão. Ainda de acordo com essa resolução, a comercialização dessas peças no varejo será obrigatória a partir de julho de 2014. 

Além de dificultar a pirataria desses componentes, a medida pretende aumentar a segurança dos consumidores que adquirem às peças, já que estas deverão atender a diversos critérios para poderem ter a certificação e o selo de conformidade. Em 2011, a certificação passou a ser exigida para catalisadores automotivos, vidros e pneus. Agora, lâmpadas para veículos automotivos, amortecedores de suspensão, bombas elétricas de combustível (para motores a gasolina e flex), anéis de pistão, pinos, pistões de liga leve e buzinas ou equipamentos similares utilizados em veículos automotores também deverão passar pelo crivo da entidade e possuírem o selo do Inmetro.

 Veja  abaixo o consumo de 327 carros ano 2013 

O Inmetro divulgou no começo do ano o ranking de consumo de carros de 2013. O ranking contempla 327 modelos e versões de 25 marcas, um crescimento de 211% de participação em relação ao ano passado, quando 151 foram testados. A participação das montadoras é voluntária e, das grandes, a única que não fez parte da edição 2013 é a Chevrolet.   


Os testes são feitos em laboratório, simulando as condições da cidade e da estrada. As notas, de A (menor consumo) a E (maior), aparecerão numa etiqueta no carro.O Inmetro divide os veículos nas seguintes categorias: subcompactos, compactos, médios, grandes, comercial, fora-de-estrada, utilitário esportivo, minivan, comercial e carga/derivado. 


   Além da nota e da média de consumo, a partir deste ano, a etiqueta também informará sobre a emissão de CO2. O novo regime automotivo, conjunto de regras determinadas pelo governo federal para dar incentivo fiscal às fabricantes e importadoras de carros, procura estimular a adesão de mais marcas ao programa. Fazer parte do programa de etiquetagem é um dos itens que podem resultar em desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que as montadoras pagam.

   Com a adesão de 25 fabricantes, 70% do volume de vendas no mercado nacional sairão da fábrica em 2013 etiquetado. O objetivo é estimular que o consumidor procure a etiqueta para comparar veículos de uma mesma categoria, auxiliando-o a tomar uma decisão de compra consciente. Porém, não há uma regra que obrigue as montadoras a deixar a etiqueta visível nos carros podendo ser colocado em qualquer lugar.


Clique AQUI e veja a lista completa dos 327 carros mais econômicos do Brasil do ano 2013 segundo o Inmetro

Confira abaixo outras imagens

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